Tudo cinza na quarta-feira pós carnaval e o padre resolveu assoviar a marchinha da banda que se instalou na frente de sua paróquia. Não que não houvesse vontade de cair santamente na folia, mas como é celibatário, resolveu ajudar o Padre-nosso a não deixá-lo cair em tentação.
Fez biquinho e encheu os pulmões com a melodia involuntária que os trumpetes declamaram por quatro dias inteiros na sua janela. A clausura já não fazia bem há tempos pro padre, que acabou saindo também como deputado federal pelo PT da Paraíba. Mas isso não tem nada a ver com o Arcebispo ter entrado na igreja bem na hora do biquinho, enquanto o padre arrumava o púlpito pra missa.
— Bota a camisinha, padre? É isso que o senhor está assoviando? — trovejou o arcebispo, que despenteou as melenas esbranquiçadas.
Gaguejou no começo, o padre, mas lançou mão da apostila do Boffe e leu-lhe meia dúzia de capítulos e versículos. Que não era só a favor do Boffe, mas dos bofes e das bibas, respeitosamente argumentou o contraventor. Mas não fora suficiente, nem o seriam os recursos a que teria direito. O padre foi mesmo expulso da igreja como foi aquele outro do Holocausto — digo, que negou o Holocausto.
Triste fim da marchinha, que roda o mundo e toda a cercania da igreja — do portão pra fora — e sem pretensão maior faz a vez da redução de danos, que tanto teimam em excomungar. O padre vai continuar rezando em casa e no congresso, creio eu. E, fora da jurisdição do arcebispo, ainda pode celebrar: sem camisinha.
Sem comentários. Aliás, 2: no texto, muito bom!
Na vida… enfim, sem comentários.
Gente por estas e outras fica cada vez mais claro a falta de informção da sociedade!
http://admeister.wordpress.com/2009/03/03/campanha-staying-alive-2008-conscientizacao-hiv/
Danilo, meu querido amigo =]
Além de vir até aqui matar a saudade, vi, tb para inflar mais um pouquinho o seu ego, posso???
Estava na minha primeira aula de jornalismo literário com a Márcia,(que por sinal é muito sensacional) quando ela estava comentando de exercitar a escrita e de comentar se existe a história do “dom” de escrever. Aí eu disse:
“Bem, acho que todo mundo pode expressar sua subjetividade, mas ter um olhar diferenciado, observador e com sensibilidade, nem todo mundo tem, oras!”
Daí ela me disse: ” Como assim?”
Eu: “Um aluno que teve o projeto de TCC orientado por vc, o Danilo Sanches, escreve muito bem na minha opinião e eu sei que mesmo que eu queira não há como escrever como ele, pq além de mto bom, faz parte da identidade dele”
Ela nem pensou e respondeu: “Ah sim, o Danilo escreve estupidamente bem, é um menino muito bom para escrever. Fora do comum.”
E vc não sabe o qto eu fiquei feliz em ouvir…
Bjão!
Привет!!! Не хочешь поучаствовать в строение города какой довольно ПОВСЮДУ, также да повсюду )) наподобие желание он будет уникален несказанно, ежели сколько вот Строение Городов